Como prevenir doenças transmitidas por carrapatos

Saiba como se livrar e prevenir que o seu cão tenha carrapatos

Doenças transmitidas por carrapatos A perda de sangue é uma questão importante quando se trata das infestações por carrapatos. As fêmeas de algumas espécies consomem mais de 8mL cada uma. Em alguns casos, as infestações por carrapatos atingem tal magnitude que os cachorros morrem por causa da perda de sangue ou por tornarem-se susceptíveis a outras doenças devido ao estado debilitado.

Os carrapatos podem transmitir várias doenças aos animais e aos seres humanos, podendo causar doenças graves e muitas vezes fatais. Dentre as mais comuns podemos citar a babesiose canina, a erliquiose canina, a doença de Lyme e a febre maculosa.

Sintomas

Os sintomas dessas doenças consistem em perda do apetite, febre, apatia, vômito, aumento do baço, entre outros.

Febre Maculosa

A febre maculosa é uma doença febril aguda, de gravidade variável, causada por uma bactéria (Rickettsia ricketsii) transmitida por carrapatos. O vetor desta doença é um carrapato, mais especificamente Amblyoma cajennense, também conhecido como “carrapato estrela” ou carrapato de cavalo. Além dele, outros carrapatos também podem transmitir a doença.

A transmissão da doença ocorre por meio da picada do carrapato infectado. A transmissão da doença pode se dar a partir de 4 a 6 horas a partir da fixação do carrapato na pele.

Nos seres humanos o surgimento dos sintomas da doença ocorre de forma súbita, acompanhado de febre alta, dores de cabeça e dores musculares. Geralmente no quarto dia surgem manchas róseas nas extremidades, em torno dos punhos e tornozelos, tronco, face, pescoço, palmas das mãos e solas dos pés. Um dos problemas mais graves no diagnóstico da febre maculosa está na semelhança dos seus sintomas iniciais (febre, dor de cabeça, etc.) com os de outras doenças mais comuns como a gripe. Isto faz com que as pessoas muitas vezes não procurem o tratamento adequado no início do processo, e a doença evolua para um quadro mais grave. Cerca de 80% dos indivíduos com forma grave, se não diagnosticados e tratados a tempo, evoluem para óbito.

Babesiose Canina

A babesiose canina é uma grave doença causada por um protozoário (Babesia canis) capaz de causar infecção dos glóbulos vermelhos dos cachorros e anemia grave. Esta doença pode ser transmitida aos cachorros por várias espécies de carrapatos, e dentre eles, o Rhipicephalus sanguineus (carrapato vermelho do cachorro) é o principal responsável pela transmissão do agente.

O mais comum é que, no homem, as infecções ocorram devido à infecção por Babesia microti, que é transmitida pelo carrapato I. scapularis. Foram registrados inúmeros casos, inclusive co-infecção com Borrelia burgdorferi (doença de Lyme) em pessoas.

Os cachorros doentes podem apresentar prostração, tristeza e emagrecimento progressivo. O diagnóstico da doença é feito pelo Médico Veterinário, que pode tratar os animais com medicamentos específicos.

Não existem vacinas disponíveis contra a babesiose canina, e a melhor forma de prevenção da doença é o controle da infestação por carrapatos.

Erliquiose Canina

A erliquiose canina é uma doença transmitida por carrapatos aos cachorros, mas existem relatos de gatos e seres humanos infectados por diferentes espécies de Ehrlichia sp (uma bacteria que vive obrigatoriamente dentro das células causando um tipo de infecção crônica).

Dentre os principais sintomas dos cachorros doentes estão prostração, falta de apetite, sangramentos (nasal, na pele etc) e o desenvolvimento de anemia grave. O médico veterinário pode fazer o diagnóstico da doença por meio de exames laboratoriais. O tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos específicos.

Do mesmo modo que a babesiose canina, atualmente não existem vacinas disponíveis no mercado para prevenção desta doença que, devido a sua gravidade, deve ser prevenida por meio de um controle restrito da infestação por carrapatos.

Doença de Lyme

A doença de Lyme é uma infecção transmitida por carrapatos aos cachorros e seres humanos (principalmente por ninfas do carrapato Ixodes scapularis nos EUA e Ixodes ricinus na Europa), causada por uma bactéria espiroqueta chamada Borrelia burgdorferi.

A infecção pode causar o acometimento de diversos órgãos, inclusive a pele, o sistema nervoso, o coração e as articulações. Nos seres humanos pode haver ainda o surgimento de lesões eritematosas na pele (avermelhadas) que evoluem de forma centrífuga do local da picada do carrapato (chamado de eritema migratório), no entanto, esse achado nem sempre é freqüente. Em cachorros, os sintomas mais comuns são dor articular aguda, letargia e febre. A doença de Lyme é considerada hoje a doença transmitida por vetores mais prevalente nos EUA, com quase 90.000 casos registrados nos Centros de Controle de Doenças em 49 estados entre 1992 e 1998. Neste país existem vacinas contra a doença de Lyme, no entanto, no Brasil, a única forma de prevenção ainda é o controle dos carrapatos.

No Brasil a doença de Lyme já foi diagnosticada em cachorros na cidade de São Paulo, nos municípios da Baixada Fluminense (Estado do Rio de Janeiro) e em áreas rurais do Estado do Rio de Janeiro. A doença já foi também diagnosticada em seres humanos.

Como prevenir estas doenças

O uso de produtos que controlem a infestação de carrapatos no meio ambiente e sobre os animais é fundamental para o controle e prevenção das doenças transmitidas por estes artrópodes. O uso mensal de Frontline mata rapidamente os carrapatos que tiverem contato com os animais (cachorros e gatos).

Vale ressaltar que Frontline não é repelente, os carrapatos precisam ter contato com os animais para morrerem, e este é o grande segredo de Frontline: ele mata e não apenas repele estes parasitas. Os produtos repelentes (como os piretróides) têm menor período residual (duração) sobre os animais quando comparados com Frontline, são mais tóxicos, e ainda, os carrapatos repelidos podem ir picar outro animal desprotegido ou até mesmo alguém de sua casa! Estudos comprovam que o uso mensal de Frontline foi extremamente eficaz na prevenção da erliquiose canina em 96,4% dos animais tratados.

Fonte: Merial Saúde Animal

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