
Em 2010, o Sport Club Corinthians Paulista comemorará o seu centenário. Para celebrar uma data tão especial quanto essa, a Coordenação de Marketing do clube possui a intenção de lançar uma série de documentários que retratarão alguns dos momentos clássicos vividos na história do time, como a decisão do Campeonato Paulista de 1977 contra a Ponte Preta (quando o Corinthians voltou a conquistar um título após 22 anos de jejum) e a conquista do Mundial de Clubes da FIFA, em 2000, em cima do Vasco da Gama – só para citar alguns exemplos.
O primeiro desta série de longas é “Fiel – O Filme”, do diretor Andrea Pasquini, que, em seu final de semana de estreia, já ultrapassou a marca de “Pelé Eterno”, documentário de Aníbal Massaini, e foi o quarto filme mais visto no Brasil. A obra, que foi roteirizada por dois célebres corinthianos, o apresentador Serginho Groisman e o escritor Marcelo Rubens Paiva, se divide em dois momentos.
No primeiro deles, temos uma espécie de contextualização do tema de “Fiel – O Filme” e assistimos aos depoimentos de torcedores comuns, os quais nos mostram o por quê da relação especial que o Corinthians possui com seu torcedor. Neste sentido, vale contar todo tipo de história que retratam como o time passa a fazer parte da vida do torcedor, a ponto de as melhores – e piores – lembranças da existência dele estarem todas relacionadas ao clube.
No segundo momento, acompanhamos o que se passou com o torcedor nos dois instantes mais importantes da história recente corinthiana, quando, em 02 de Dezembro de 2007, o time foi rebaixado à segunda divisão do futebol brasileiro, após o empate contra o Grêmio, no Estádio Olímpico; e quando, em 25 de Outubro de 2008, o clube conquistou de volta o acesso à primeira divisão, após vencer, no Pacaembu, o Ceará. Aqui, vemos cenas que são o show de uma torcida que, mesmo sofrendo, sempre se fez presente nos estádios permanentemente lotados apoiando os jogadores e arrepiando a todos ao gritar: “Eu nunca vou te abandonar, porque te amo, sou Corinthians!”.
É difícil tentar explicar o que move o torcedor mais fiel do Brasil e o ponto mais positivo deste documentário é a capacidade que o diretor Andrea Pasquini teve de capturar a singularidade do corinthiano. Quem torce pelo Corinthians não decidiu fazer isso. Já nasceu corinthiano. O sofrimento é nossa segunda pele e foi isto que nos ensinou, acima de tudo, a apoiar nosso time, nos bons e maus momentos. Como diz uma torcedora em uma das cenas de “Fiel – O Filme”, somos mais felizes por sermos corinthianos. Amor, raça, dedicação, emoção e fidelidade são sinônimos de Corinthians e é justamente isto que transborda deste filme.
