GM busca jovens com o Vectra GT Remix

Modelo parte de R$ 56 034 e incorpora mais itens de série

Modelo parte de R$ 56 034 e incorpora mais itens de série

Com a missão de conquistar o público jovem entre os 25 e 39 anos e com boas condições econômicas, a Chevrolet lança no mercado o Vectra GT com as mesmas alterações estéticas e mecânicas do sedã, o que a marca a adotar o “sobrenome” Remix na linha 2009 do modelo. A mudança de maior impacto recai sobre a dianteira, com uma nova grade e parachoque mais encorpado e entrada de ar maior.
 
Para enfrentar seus concorrentes em um segmento que promete ficar aquecido com a chegada de Citroën C4, Fiat Bravo e Hyundai i30, além das versões bicombustíveis de Ford Focus e Nissan Tiida, a Chevrolet buscou conferir mais esportividade ao modelo, aspecto realçado pela nova cor perolizada Azul Arian, utilizada nas variações esportivas dos carros preparados pela Opel Performance Center, braço da subsidiária alemã da GM.
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Tanto as versões GT como a top de linha GT-X têm agora faróis com máscara negra e lâmpadas Blue Vision, que “imitam” a tonalidade emitida pelas peças que utilizam gás xenon. Agora 12 cv mais potente, o propulsor 2.0 8V Flexpower comum aos dois níveis de acabamento tem 140 cv de potência com álcool e 133 cv a gasolina a 5 600 rpm e 19,7 kgfm de torque com o combustível vegetal e 18,9 kgfm com o derivado de petróleo a 2 600 rotações por minuto.
 
O ganho foi obtido com a introdução de um coletor de admissão feito em plástico, coletor de escapamento em aço inox e um novo comando de válvulas roletado de baixo atrito (LFVT, ou Low Friction Valvetrain). As alterações foram realizadas para enquadrar o Vectra GT à fase L-5 do Proconve e diminuir a emissão de poluentes, mas o consumo de combustível não seguiu a mesma redução.
 
De acordo com dados da própria Chevrolet, o motor Flexpower do Vectra GT antes das alterações realizava uma média de consumo combinado entre cidade e estrada de 8,8 km/l com transmissão manual e álcool no tanque e de 8,9 km/l com câmbio automático e o mesmo combustível. Já o Vectra GT Remix percorre 8,7 km/l com câmbio manual e 8 km/l com a caixa automática. Ainda segundo a fabricante, o Remix acelera de 0 a 100 km/h em 10s2 e atinge 190 km/h de velocidade máxima, dados para a versão manual rodando com álcool.
 
Para o interior, além das mudanças no tecido de bancos e a inclusão de mais porta-objetos na cabine, o painel de instrumentos ganhou novos grafismos. Um acessório tratado com muita ênfase pelos executivos da marca na apresentação do veículo é o novo rádio MP3 player – de série no modelo – com entrada para SD Card e conexão para iPod e Bluetooth.
 
O interessado no Vectra GT Remix terá de desembolsar R$ 56 034 pela versão de entrada, que já conta com ar-condicionado digital, alarme, trio elétrico, rodas de liga leve de 16”, airbag duplo, direção hidráulica e faróis de neblina. Por R$ 1 889 a mais (R$ 57 923), o cliente incorpora nesse pacote os freios ABS com sistema que distribui a força de frenagem (EBD) e sensor de chuva. Quem busca o conforto do câmbio automático paga R$ 61 700 pela versão GT completa, que, além da transmissão com 4 marchas e todos os itens já citados, incorpora piloto automático.
 
A versão GT-X, única que pode receber a cor Azul Arian, parte de R$ 64 134 e, além do acabamento mais requintado, conta com antena “shark”, rodas de liga leve de 17”, volante revestido de couro com controles do sistema de som, retrovisores eletricamente escamoteáveis e soleiras de alumínio. O Vectra GT-X top de linha custa R$ 67 912 com câmbio automático. 
 
Respostas aos leitores
 
O diretor de marketing e vendas da General Motors do Brasil, Marcos Munhoz, respondeu às perguntas dos visitantes do Carro Online sobre o Vectra GT Remix. Confira:
 
O carro é muito fino. Só faltou o teto solar e o banco elétrico do elite. (Vitor)
Lindo, mas terá teto solar? Bem que poderia sair uma versão mais apimentada… (Zé)
 
Marcos Munhoz –Não temos como colocar o mesmo teto solar do Vectra Next Edition no Vectra GT Remix por uma questão técnica, já que o teto do hatch é mais curto que o do sedã, portanto a peça teria que ser redesenhada ou abrir de uma forma diferente. Sobre os bancos elétricos, vou anotar a sugestão e debater com nossa equipe a viabilidade de equipá-lo com o dispositivo. Com relação a uma versão mais “apimentada”, é necessário ter em mente que isso implica a adoção de um motor de maior capacidade volumétrica, o que colocaria o modelo em uma outra faixa de IPI e aumentaria consideravelmente seu preço, o que o torna inviável para nossos clientes. O mesmo ocorre com uma versão turbo. Mesmo se utilizarmos o bloco 2.0, o carro encareceria em torno de R$ 5 000, fora os gastos com redimensionamento de freios, suspensão e etc. Segundo nossas pesquisas, os consumidores não estão dispostos a pagar um preço muito elevado por essas versões.
 
Com a chegada do novo Vectra GT/GT-X, o Astra continuará a ser fabricado ? (Eduardo)
 

 

Marcos Munhoz – O Astra tem o dobro de volume em vendas do Vectra GT, portanto continuará em linha. Ele é um dos únicos modelos que não passará pela inclusão do DNA global da Chevrolet porque senão ficaria muito parecido com o Vectra. Mas devido ao seu bom custo/benefício e dirigibilidade ele continua em linha.
 
O Grupo GM teve um prejuízo enorme no ano passado, que segundo a imprensa chega a quase US$ 40 bilhões. Segundo a imprensa também, os países emergentes são os únicos que estão dando lucro. Gostaria de saber se há uma política de modernização dos atuais produtos da GM do Brasil, pois estão muito defasados em comparação a Europa, onde estão os produtos mais modernos da indústria? (Wellington Lopes)

 

Marcos Munhoz – A experiência mostra que somente conseguimos volume de importação para carros que são fabricados em países com acordos de isenção de taxas para está operação com o Brasil, como o México, onde é fabricada a Captiva. Não adianta importarmos carros de outros lugares e o preço ficar extremamente alto porque a baixa demanda não justificaria o trabalho.
 
Com tantas críticas negativas ao motor 2.0 8V, por que sumiram com o 1.8 16V? (Leandro)
 

Marcos Munhoz – Geralmente os motores com 16 válvulas são em torno de R$ 2 000 mais caros que os blocos 8 válvulas e um dado importante é que os brasileiros buscam mais força no motor (torque) do que potência propriamente dita, algo que é obtido em baixas rotações pelos propulsores 8V. Por esses motivos, focamos nossa produção no 2.0 Flexpower.

 

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