Japoneses se apaixonam por personagens de animês e jogos

Nisan se apaixonou por Nemuta e vivenciou todos os estágios do amor –do encantamento do primeiro encontro às viagens juntos, passando por visitas a casa de amigos. “Vivi tantas coisas maravilhosas por conta dela. Ela realmente mudou a minha vida”, disse ao “New York Times”.

anime  Japoneses se apaixonam por personagens de animês e jogosNisan se apaixonou por Nemuta e vivenciou todos os estágios do amor –do encantamento do primeiro encontro às viagens juntos, passando por visitas a casa de amigos. “Vivi tantas coisas maravilhosas por conta dela. Ela realmente mudou a minha vida”, disse ao “New York Times”.

Fosse Nemuta uma pessoa em carne e osso, a história não poderia ser mais natural. Mas Nemuta é um travesseiro do personagem Nemu, em duas dimensões, extraída de um game para PC chamado Da Capo.

O apaixonado Nisan sabe que ela não é real, mas a ama mesmo assim. “Claro que ela é minha namorada. Eu tenho sentimentos reais por ela.”

Quando o jornalista encontrou Nisan para a entrevista, em um restaurante, Nemuta tinha diante de si um prato de sopa. Nisan a leva para todos os lugares, tem sete cópias da personagem e quer ser enterrado com ela nos braços.

A reportagem diz que Nisan faz parte de uma próspera subcultura de homens e mulheres japoneses que iniciam relacionamentos reais com personagens imaginários.

Os amantes 2D, como são chamados, são um subconjunto da cultura otaku –uma obsessiva base de fãs de animê, manga e videogames. A maioria deles trabalha, paga aluguel, sai com os amigos -alguns até são casados.

Segundo estudiosos, o fenômeno pode ser atribuído à excessiva timidez dos japoneses. Mais de um quarto de homens e mulheres entre 30 e 34 anos são virgens e metade da população adulta não tem amigos do sexo oposto. Leia a reportagem em bit.ly/love2dnyt.

Fonte: folha

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