Cirque du Soleil

Cirque du Soleil está em longa turnê pelo Brasil

Cirque du Soleil

Varekai do Cirque du Soleil, é de tirar o fôlego as capacidades sobre-humanas dos artistas. Sabe aquela tensão boa e inquietante? Ela invade a plateia a cada salto, voo, acrobacia. Crianças, jovens, adultos e idosos saem extasiados da tenda, após uma apresentação primorosa.

O show é uma homenagem ao espírito nômade, à alma e à arte da tradição do circo. É também uma aula de teatro, balé, contorcionismo e malabarismo. Os personagens mostram que expressão corporal é tudo. Pouquíssimas palavras em português são pronunciadas, porém o entendimento é completo. A linguagem do circo é universal.

Em São Paulo desde o último dia 15 de setembro, a companhia encerra as apresentações na capital paulista neste domingo, dia 27, e segue ainda para Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador, Curitiba e Porto Alegre. Exatamente nesta ordem.

O show, dirigido por Dominic Champagne, adota como base a história de Ícaro, personagem da mitologia grega que caiu do céu. Em uma tentativa desesperada de fugir do Minotauro – criatura com cabeça de touro e corpo de homem – o pai de Ícaro constrói asas e os dois alçam voo. A história acaba quando o menino segue para perto do sol e a cera da asa derrete, fazendo-o despencar no chão.

“Varekai” se comprometeu em relatar a continuação desta trama. Ícaro é interpretado por um artista com aparência frágil, o que disfarça a sua força. O primeiro número que realmente encanta os espectadores é protagonizado por ele, que faz acrobacias com o peso nos pés e mãos segurando em uma rede elevada a cerca de 10 metros do chão.

 

Os figurinos dão o clima perfeito ao ambiente, misterioso e mágico, com a presença de bichos metamorfoseados. Cores fortes, com predominância do vermelho, nos remontam ao ambiente do vulcão. Hastes douradas altíssimas ocupam a parte dos fundos do palco. Em diversos momentos, entram em cena personagens que as escalam. É um cenário completo.

Mas o impressionante mesmo é o que acontece à frente. Agilidade, força e sensibilidade estão presentes nos movimentos. A entrada dos palhaços dão o toque de humor e a leveza necessária. Mesmo sem nariz vermelho, o roteiro perfeito leva rapidamente à gargalhada.

O espetáculo termina no clímax, quando um grupo de ginastas voa pelos ares da tenda. Vestidos com o tema “fogo”, os super-homens são arremessados por um pêndulo e fazem nos ares as peripécias mais envolventes, terminando com uma aterrisagem impecável.

No fim do show, como em quase todos os espetáculos, todos os artistas retornam ao palco e são aplaudidos, ou melhor, neste caso são ovacionados pelo público, que sai com vontade de quero mais.

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