O Diabo me Levou pro motel

Missionária conta seu testemunho, ela chegou a pertencer a dupla sertaneja na década de 1980

Uma missionária, conhecida como Neuzilene, contou em entrevista ao jornal A Tribuna seu testemunho de reconciliação com o evangelho e afirmou que foi ao motel com o diabo.

Neuzilene, que havia sido criada num lar evangélico, tinha se desviado do evangelho quando teve o suposto encontro com o diabo. Ela conta em seu testemunho que só se reconciliou quando estava doente com tuberculose.

Em seu relato ao jornal, disse que o encontro era um programa, e que não conseguia olhar para o rosto do ´cliente´. Segundo ela, só descobriu que se tratava do diabo quando houve uma ´explosão´ e, ao chamar a equipe do motel, uma funcionária ´que era desviada da Assembleia de Deus´, contou do que se tratava.

O blogueiro Danilo Fernandes, do site Genizah, comentando o testemunho da missionária, critica a história e afirma que ´a indústria do testemunho cabuloso nas igrejas evangélicas é um circo de horrores´.

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Confira o que a Missionária Neuzilene disse:

“Estive face a face com o Diabo dentro de um motel. Tudo começou quando eu fui para um shopping em Belo Horizonte. Eu estacionei o carro e veio aquele homem de terno e gravata. Mas eu não conseguia ver o rosto dele. Ele se aproximou e me disse que eu era uma loira muito bonita.

Respondi, seca, ‘obrigado’. E me convidou: ‘Você quer sair comigo?’

Eu disse que o meu cachê era alto (não revelou o valor) e ele disse que me pagava. Então, entrei no carro dele. Mas eu não conseguia olhar para o seu rosto, enquanto seguíamos para um motel, que na época só tinha uma entrada que também servia de saída dos veículos. Ele escolheu a suíte. Nós entramos e eu fui para o banheiro. Enquanto eu tomava banho, ouvi uma explosão. Me enrolei na toalha, saí do banheiro e a suíte estava cheia de fumaça preta. E aquele mau cheiro de podre, terrível. Tapei meu nariz e percorri o quarto perguntando: ‘Cadê você? Cadê você?’.

Eu já quase me sufocando com aquela fumaça, liguei para a portaria, perguntando se o homem que estava comigo havia saído, e me disseram que não. Então, eu disse que estava acontecendo alguma coisa e o gerente, acompanhado de duas funcionárias, foi até o quarto. Quando eu abri a porta, eles também sentiram o mau cheiro, quase se sufocaram e constataram que o carro não estava na garagem.

Uma das funcionárias, que era desviada da Assembleia de Deus, mandou que eu sentasse e me disse: ‘Olha, você ia ter um pacto de sangue com o próprio demônio. Mas Deus fez com que ele explodisse aqui dentro’. Comecei achorar e não sabia mais o que falar.”

Cheiro de podre

Ela disse ter ouvido uma explosão enquanto estava embaixo do chuveiro, o que a fez sair, assustada: “Eu me enrolei na toalha, saí do banheiro e a suíte estava cheia de fumaça preta. E aquele mau cheiro de podre. Tapei meu nariz e percorri o quarto perguntando: ‘Cadê você? Cadê você?’. Eu já estava quase me sufocando com aquela fumaça. Liguei para a portaria perguntando se o homem que estava comigo havia saído. Me disseram que não”.

‘Chorei e não sabia o que falar’

A missionária contou que, ao perceber seu nervosismo, o gerente do motel foi à suíte, junto com duas funcionárias. “Uma delas, que era desviada da Assembleia de Deus, disse: ‘Olha, você ia ter um pacto de sangue com o próprio demônio. Mas Deus fez com que ele explodisse aqui dentro’. Comecei a chorar e não sabia o que falar”, disse ela ao jornal A Tribuna.

A mulher, que nasceu numa família evangélica, disse na entrevista que só se converteu depois que uma tuberculose quase a levou à morte: “Estava pele e osso. Mas Jesus me curou e me libertou”.

A missionária chegou a formar uma dupla sertaneja, na década de 1980. “Eu me chamava Geise e a outra, Jussara, fomos para o Rio e gravamos programas de TV”, contou.

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