Internet dominou cobertura de morte de Michael Jackson

A morte do astro Michael Jackson, noticiada na noite de quinta-feira em primeira mão pelo site de celebridades TMZ, chama a atenção para um fenômeno cada vez mais marcante: a agilidade da internet em relação à mídia tradicional.

mjA morte do astro Michael Jackson, noticiada na noite de quinta-feira em primeira mão pelo site de celebridades TMZ, chama a atenção para um fenômeno cada vez mais marcante: a agilidade da internet em relação à mídia tradicional.

O TMZ.com é uma parceria da produtora Telepictures e do portal AOL, da Time Warner. O site, primeiro a informar sobre a internação de Jackson após sofrer uma parada cardíaca, e o primeiro a reportar sua morte, deixou para trás redes de televisão, jornais e agências, que citaram o TMZ com enorme desconfiança em suas coberturas.

A notícia da morte do ‘rei do pop’ deu a volta ao mundo através da internet a partir do furo do TMZ. Sites de relacionamento e interação social, como o Facebook, o MySpace e o Twitter, tiveram a navegação prejudicada na noite de quinta-feira, tamanha foi a quantidade de acessos de internautas em busca de informações sobre Michael Jackson.

“Hoje (quinta-feira) foi um momento marcante da história da internet”, diz a AOL em um comunicado. “Nunca vimos nada como isso em termos de furo e profundidade”.

“Historicamente, as notícias de celebridades estimulam uma profusão de comportamentos dos consumidores em todo o mundo – procurando, compartilhando e reagindo às notícias, seguidas por tributos online que se transformaram na maneira moderna de expressar seu luto”, estima o texto.

“A princesa Diana foi o primeiro exemplo notável deste movimento na internet. Michael Jackson e Farrah Fawcett (atriz da série ‘As Panteras’, que também faleceu na quinta-feira) são os mais recentes”, acrescenta.

Segundo a AOL, a morte do cantor coincidiu com planos da empresa de implementar uma atualização de rotina no software de seu serviço de mensagens instantâneas AIM.

“Houve um aumento significativo no tráfego devido às notícias de hoje, e o AIM ficou fora do ar por aproximadamente 40 minutos”, indicou o portal.

O Google Trends, serviço do gigante da internet que realiza buscas a partir de perguntas, registrou um pico de tráfego de internautas com a interrogação “Michael Jackson morreu?”.

O co-fundador do Twitter Biz Stone disse ao jornal Los Angeles Times que o serviço de microblog chegou a receber 5.000 mensagens relacionadas a Michael Jacson por minuto, o que prejudicou sua performance.

“Vimos a quantidade de ‘tweets’ por segundo dobrar assim que a história veio à tona”, explicou. “Esta notícia, sobre a morte de um ícone global como Jackson,

foi o maior aumento no número de ‘tweets’ que registramos desde a eleição presidencial dos Estados Unidos”.

No Facebook, a comunidade “Michael Jackson RIP”, criada pouco depois da notícia, registrou 28.000 membros em poucas horas.

O TMZ, que já havia dado furos na imprensa de celebridades como a prisão de Mel Gibson em 2006 por dirigir embriagado e o divórcio de Britney Spears e Kevin Federline, deu a primeira nota sobre a parada cardíaca de Michael Jackson na tarde de quinta-feira.

“Acabamos de saber que Michael Jackson foi levado de ambulância para um hospital de Los Angeles (…). Soubemos que ele teve uma parada cardíaca, e que os paramédicos tentaram ressuscitá-lo na ambulância (…)”, informou o site.

Pouco depois, uma atualização anunciava: “Acabamos de saber que Michael Jackson morreu. Ele estava com 50 anos”.

Passou-se quase uma hora até que o primeiro veículo da mídia tradicional – o jornal Los Angeles Times – noticiasse o falecimento do cantor.

“Recebíamos ligações de todo mundo, (…) e todos perguntavam ‘vocês têm certeza?'”, contou o editor executivo do TMZ, Harvey Levin, ao Los Angeles Times.

“Que pergunta estranha. Nós não teríamos publicado nada se não fosse verdade”, afirmou.

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