Depois de agressão na USP, alunos panfletam contra a reitoria

Grevistas da universidade distribuem a vestibulandos manifesto com suas reivindicações

usp-plafleto

O grupo de estudantes que defende a área de convivência na Universidade de São Paulo (USP) onde um policial agrediu um estudante na segunda-feira aproveitou o vestibular, que termina hoje, para panfletar contra a reitoria. Eles distribuem um manifesto intitulado “Em que USP você quer entrar”, onde esclarecem suas reivindicações. No texto, protestam contra a expulsão de oito estudantespelo que dizem ser a “retomada” da residência estudantil, mas considerada como invasão pela universidade.

Para os grevistas contra a presença da Polícia Militar na Cidade Universitária, a expulsão neste momento é uma forma de coagir o movimento atual.

Uma das estudantes eliminadas, Amanda Freire, de 29 anos, conta que havia concluído o curso de Filosofia e cursava licenciatura para dar aulas. Ela mora ainda hoje na residência estudantil pela qual foi expulsa e tem um filho de dois meses. Ele chama Emiliano, em homenagem a Emiliano Zapata. “Não posso dar aulas, pegar o diploma, ou fazer mestrado. Foi uma punição severa por retomar uma moradia para alunos que estava sendo usada por funcionários”. Além da punição como estudante, os eliminados também perdem o direito de trabalhar ou prestar concurso para a USP.

Pela manhã, três viaturas da guarda universitária estavam em frente ao prédio onde ocorreu a agressão e os alunos iriam se concentrar. O local fica entre o Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp) e a reitoria.

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