Bronzeamento Artificial

O bronzeamento artificial, procedimento muito utilizado pelos que querem manter um “eterno” bronze deixa a pele com um aspecto bonito, mas pode trazer uma série de inconvenientes e problemas de saúde, entre eles o câncer de pele.

05_mhg_bronze02O bronzeamento artificial, procedimento muito utilizado pelos que querem manter um “eterno” bronze deixa a pele com um aspecto bonito, mas pode trazer uma série de inconvenientes e problemas de saúde, entre eles o câncer de pele.

O bronzeamento é a resposta da pele à ação de raios ultravioletas. A principal fonte dessa radiação é o sol. O bronzeamento ocorre por que os raios ultravioletas estimulam a produção de melanina pelos melanócitos (células de defesa da pele). A melanina é a substância responsável pela cor da pele. O problema é que os raios ultravioletas são considerados estímulos agressivos pelo organismo e, portanto, a exposição excessiva leva a danos na pele.

Os tipos de radiação ultravioleta que chega na superfície da Terra são os ultravioletas A (UVA) e ultravioletas B (UVB). A UVB causa danos agudos como queimaduras solares, algumas reações de fotossensibilidade. Além disso, a UVB também tem um papel importante no surgimento de manchas na pele e, até mesmo de câncer. A UVA é responsável pela agressão à camada mais profunda da pele, determinando alterações celulares levando a envelhecimento precoce, aparecimento de manchas, lesões pré-cancerosas, e tumores cutâneos. Entretanto, ela também estimula a nossa pele a produzir melanina e, assim, é a responsável pelo aumento da pigmentação da pele, o que chamamos de bronzeamento.

De forma semelhante, com maior intensidade e em tempo mais curto agem as câmaras de bronzeamento artificial que, em geral, emitem UVA de forma concentrada. Como o responsável pela queimadura é o UVB, as pessoas acabam achando que o bronzeamento artificial não oferece riscos. Porém, o UVA das cabines de bronzeamento possui intensidade bem superior ao dos raios solares (é por isso que a pessoa se bronzeia mais rápido nas cabines), e essa radiação, apesar de não causar queimadura, continua sendo prejudicial à pele, levando a envelhecimento precoce e surgimento de câncer de pele.

Tipos de bronzeamento artificial

1) Camas de bronzeamento

Opção mais procurada. As clínicas de bronzeamento são freqüentadas principalmente por pessoas de pele clara, ou seja, as mais vulneráveis aos diversos tipos de câncer. É importante salientar que o bronzeamento artificial não traz benefício algum além do escurecimento da pele. Pelo contrário; acelera o aparecimento de rugas.

Para quem pratica por um período muito grande, os riscos aumentam. O uso de protetor solar não evita que as radiações, principalmente do tipo UVA, atinjam a segunda camada da pele, a derme. Os raios UVB, também presentes nas camas de bronzeamento, também são prejudiciais, pois atacam o sistema imunológico, diminuindo a função de defesa da pele.

Uma sessão dura, normalmente, de 15 a 30 minutos, como se estivesse exposto ao sol por um dia inteiro. Após a sessão, a sensação é de ressecamento, coceira e vermelhidão, causados pelos raios UVB.

Em longo prazo, além de ser nocivo para a pele, a cama de bronzeamento artificial também pode queimar, causar flacidez, acelerar o envelhecimento e provocar diversos tipos de câncer de pele.

2) Pílulas de bronzeamento

São comprimidos à base de aminoácidos que estimulam a produção de melanina quando a pessoa se expõe ao sol (melanina é o pigmento responsável pela cor da pele). Essas pílulas podem oferecer um bronzeamento bonito e seguro desde que o uso não seja abusivo.

Naturais, sem conservantes, açúares ou corantes artificiais, as pílulas apresentam um fator positivo: o tempo de exposição ao sol é bem menor que sem o seu uso.

Utilizado como suplemento nutricional e orgânico, extraído de várias plantas, a Cantaxantina é um dos comprimidos mais conhecidos, porém ainda não foi reconhecido pelo FDA (Food and Drug Administration, órgão americano responsável pelo controle e regulamentação das drogas e medicamentos lançados no mercado) como um produto que possa ser utilizado especificamente para bronzeamento. Foi aprovado apenas como uma substância que pode fazer parte da formulação de suplementos nutricionais e ser usado como corante de alimentos. Nesse caso, o mais correto seria procurar um dermatologista.

3) Autobronzeadores

Dentre as opções de bronzeamento artificial, é a mais segura por ser um produto cosmético que reage com as proteínas da pele, trazendo modificação do tom da pele poucas horas após a aplicação.

Por não penetrar na pele, o produto não estimula a produção de melanina, não oferecendo riscos de envelhecimento precoce nem câncer de pele.
Devido a alta tecnologia, já existem no mercado internacional produtos que proporcionam uma coloração bem próxima da conquistada pelo bronzeamento natural.

Riscos do bronzeamento artificial

As câmaras são uma fonte de radiação ultravioleta A (UVA) mais potente que o sol e o UVA é o principal responsável pelo envelhecimento da pele além de também predispor ao câncer. O UVA penetra profundamente na pele alterando fibras elásticas e colágenas, provocando rugas, perda da elasticidade e manchas.

Mas por quê as pessoas não ficam vermelhas após as sessões, isto não seria um argumento a favor? Não ficam porque o responsável pela vermelhidão da pele é a fração B da radiação ultravioleta (UVB), principal agente causador do câncer da pele, cuja presença nas câmaras de bronzeamento é menor. O fato da pele não ficar vermelha não significa que ela não esteja sendo danificada e, este dano, só vai aparecer daí a alguns anos.

Portanto, as pessoas que hoje buscam as camas bronzeadoras por motivos estéticos, na verdade estão provocando o envelhecimento precoce da pele e em breve pagarão o caro preço do fotoenvelhecimento, com surgimento das lesões características da pele envelhecida, prejudicando a sua aparência futura e predispondo-se ao surgimento do câncer da pele.

Regulamentações da ANVISA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) propõe novas regras para o uso do bronzeamento artificial:

• Proíbe o bronzeamento artificial para menores de 16 anos e por jovens com idade entre 16 e 18 anos que não apresentarem autorização do responsável legal

• Impede a realização do tratamento em quem não fornecer ou apresentar avaliação médica indicando situação de risco. As Avaliações Médicas realizadas mais de 90 dias antes do início das sessões do cliente não serão aceitas

• Desautoriza outra sessão de bronzeamento artificial em um intervalo inferior a 48 horas

• Obriga as pessoas que pretendem se submeter ao bronzeamento artificial a assinar um Termo de Ciência, no qual irão declarar ter conhecimento do resultado da Avaliação Médica e dos riscos do uso da técnica

• Os estabelecimentos que utilizam câmaras de bronzeamento devem informar a finalidade do uso da técnica, sem induzir ou estimular a utilização do bronzeamento.

• Caso defendam que a prática não precisa de avaliação médica, poderão ser processados por propaganda enganosa

Prevenção do câncer de pele

• Evitar, ou reduzir ao máximo, a utilização do bronzeamento artificial;

• Uso diário de filtro solar com fator de proteção solar (fps) de no mínimo 15, e que proteja contra radiação UVA e UVB;

• Preferência para os filtros físicos (a base de dióxido de titânio) para as peles muito claras e sensíveis;

• Repetição das aplicações a cada 2 ou 3 horas em situações de exposição mais prolongada;

• Utilização de acessórios, como camiseta, chapéu e óculos;

• Evitar o horário entre 10 e 15 horas;

• Limitar o tempo de exposição.



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