Tudo Sobre o HPV – Sintomas, prevenção e tratamento

O que é HPV e como fazer o diagnóstico?

HPV, ou Human Papiloma Virus, é um vírus que vive na pele e nas mucosas genitais dos seres humanos, tais como vulva, vagina, colo de útero e pênis.

Nos genitais existem duas formas de manifestação clínica.

1.    As verrugas genitais que aparecem na vagina, pênis e ânus.
2.    Existe outra forma, que é microscópica, que aparece no pênis, vagina e colo de útero.

Trata-se de uma infecção adquirida por meio de contato sexual. É altamente contagiosa e a melhor prevenção é o uso de “camisinha”.

O mais importante nessa doença é que existe uma associação entre alguns grupos de papilomavírus e o câncer de colo de útero.

Seu diagnóstico de suspeita é feito por meio do papanicolaou ou da colposcopia, e o diagnóstico de certeza é feito por meio de biópsia da área suspeita.

Existem também exames que identificam o tipo do vírus e se estes são cancerígenos.

tratamento do HPV é por destruição química ou física das lesões sempre indicado e realizado por médico especialista.

O papilomavírus ou human papiloma virus pode se alojar tanto no colo do útero como na vagina e na vulva.

Na vulva ele causa a doença chamada condiloma genital ou popularmente conhecida no Brasil como “crista de galo”.

Na vagina e no colo do útero ele normalmente se apresenta com lesões microscópicas que só podem ser descobertas por meio do exame de papanicolaou ou a colposcopia.

hpv no homem ele pode se manifestar por verrugas no pênis ou de maneira microscópica.

É muito importante que o parceiro seja encaminhado para exame com um urologista para procura de lesões e tratamento, se forem encontradas.

Como devo me prevenir do HPV?

  • manter cuidados higiênicos;
  • ter parceiro fixo ou reduzir o número de parceiros;
  • usar preservativo durante toda a relação sexual;
  • visitar regularmente seu ginecologista para fazer todos os exames de prevenção.
  • É importante que o parceiro também procure um médico para verificar se ele está com o vírus.

Previna-se contra o HPV e lembre-se:

• A maioria das pessoas infectadas pelo HPV não desenvolve o câncer de colo uterino.

• Por ser o principal causador do câncer do colo uterino, o HPV precisa ser descoberto o quanto antes. Por isso, sempre faça seus exames preventivos anualmente.

• Use preservativo em todas as relações sexuais.

• Fique atenta a esses sintomas: coceira, corrimento, sangramento anormal, principalmente fora da menstruação, e dor durante a relação sexual. Se você tiver algum desses sintomas, procure seu ginecologista.

• Fumar, beber em excesso ou usar drogas afeta o sistema de defesa do organismo, fazendo com que o HPV atinja a mulher com maior facilidade.

• Procure saber mais sobre o HPV e o câncer de colo uterino e compartilhe todas essas informações com o seu parceiro e amigas. Assim será mais fácil se prevenir.

• É importante que seu parceiro também procure um médico para verificar se ele está com o vírus.

• Você não está sozinha! A maioria das pessoas com vida sexual ativa pode estar infectada por algum dos tipos do HPV.

Como posso saber se tenho HPV?

Esse vírus pode ser detectado por meio dos seguintes exames:

Papanicolaou
É o exame preventivo mais comum. Ele não detecta o vírus, mas, sim, as alterações que ele pode causar nas células.

Colposcopia
Exame feito por um aparelho chamado colposcópio, que aumenta o poder de visão do médico, permitindo identificar as lesões.

Biópsia
É a retirada de um pequeno pedaço de tecido para análise.

Captura híbrida
É o exame mais moderno para fazer o diagnóstico do HPV. A captura híbrida consegue diagnosticar a presença do vírus mesmo antes de a paciente ter qualquer sintoma.
Esse é o único exame capaz de dizer com certeza se a infecção existe ou não.
Estudos recentes recomendam que o exame de captura híbrida só seja feito em mulheres acima de 25 anos, preferivelmente aos 30 anos.

HPV na gravidez

A infecção genital por HPV por si só não contraindica uma gravidez. Se existirem lesões induzidas pelo HPV (tanto verrugas genitais como lesões em vagina e colo), o ideal é tratar primeiro e depois engravidar.

Se ocorrer a gravidez na presença dessas lesões, não existe grandes problemas; porém, as verrugas podem se tornar maiores em tamanho e quantidade devido ao estímulo hormonal característico da gestação e existir maiores dificuldades no tratamento. Nesses casos, o médico irá avaliar se é possível a realização de parto normal ou não.

Existe a possibilidade de o HPV ser transmitido para o feto ou recém-nascido e causar verrugas na laringe do recém-nascido e/ou verrugas na genitália. O risco parece ser maior nos casos de lesões como as verrugas genitais. Mesmo nesses casos o risco de ocorrer esse tipo de transmissão é baixo.

É muito importante que a gestante informe ao seu médico, durante o pré-natal, se ela ou seu parceiro sexual já tiveram ou têm HPV.

Como é o tratamento do HPV

tratamento do HPV depende de diversos fatores como:

  • a idade da paciente;
  • o local e o número de lesões;
  • se a mulher está grávida ou apresenta alguma doença ginecológica.

Não se esqueça de que mesmo após o tratamento é aconselhável o acompanhamento. Seu médico é a pessoa mais indicada para lhe dar todas as orientações. Converse com ele.

Quais são as formas para tratar o HPV?
Existem várias formas de tratar. A maioria delas destruirá o tecido doente e isso pode ser feito por:

Criocirurgia
Tratamento feito com um instrumento que congela e destrói o tecido anormal.

Laser
Utilizado em alguns tipos de cirurgia para cortar ou destruir o tecido em queestão as lesões.

CAF – Cirurgia de alta frequência
Feito com um instrumento elétrico, remove e cauteriza a lesão.

ATA – Ácido Tricloro Acético
É um ácido aplicado pelo médico diretamente nas lesões.

Conização
Um pedaço de tecido em forma de cone é retirado com o auxílio do bisturi, do laser ou do CAF.

Medicamentos
Em algumas situações pode-se utilizar medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo.

Existe cura?
Sim, na maioria dos casos os tratamentos curam completamente as lesões e o vírus é erradicado do organismo.

hpvhpv

Vacina contra o HPV

Mais uma arma para prevenir o câncer de colo de útero

Já chegaram ao Brasil as vacinas para prevenir a infecção pelo HPV.

Há uma centena de tipos de HPV, mas a maioria das infecções é causada por apenas quatro deles. As versões 16 e 18 do vírus são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero. Já os HPV 6 e 11 respondem por 90% das verrugas genitais.

A Vacina Quadrivalente contra o HPV protege contra quatro tipos do vírus – o 6, 11, 16 e 18 –, que são responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo de útero e por 90% das verrugas genitais e está indicada em mulheres entre 9 e 26 anos de idade.

Outro tipo de vacina protege contra os vírus 16 e 18. Como a anterior, a idade recomendada da vacinação é a mesma.

Entre em contato com seu médico para saber as vantagens da vacina contra HPV.

HPV pode atingir oito em dez mulheres, alertam especialistas

Imagine uma realidade em que oito a cada dez mulheres possuiria uma doença sexualmente transmissível (DST). Essa imagem pode parecer longe da realidade, mas está muito mais próxima do que se imagina. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a porcentagem de mulheres atingidas pelo Papiloma Vírus Humano (HPV) durante toda a vida varia de 50% a 80%. De acordo com a ginecologista Alexandra Ongaratto, as razões desses números alarmantes passam pela facilidade do contágio somada à pouca prevenção.

O grande risco do HPV é sua ligação com alguns tipos câncer, especialmente os genitais, o de colo do útero, e o câncer anal. Com mais de 110 subtipos, os papilomas podem se manifestar na forma de verrugas externas e internas difíceis de serem detectadas. A médica explica que esta detecção pode acontecer em exames preventivos, o que pode demorar, de caso para caso, e acabar por permitir ao vírus com que se fortaleça na parte interna do corpo. “O vírus precisa de células para se multiplicar e tem preferência pelas células da parte genital inferior da mulher, incluindo o colo do útero”, alerta a especialista.

A boa notícia é a recente descoberta de vacinas contra a doença. Ainda que só tenham efeito contra quatro dos mais de 100 subtipos de HPV, elas agem contra os mais agressivos, ou seja, os mais ligados ao surgimento de cânceres e verrugas. Induzindo a produção de anticorpos contra a doença, a vacina funciona na maioria dos casos, mas deixa a paciente suscetível a outros subtipos.

Em relação aos tratamentos, a médica destaca a necessidade de uma abordagem individualizada de cada caso. “Depende do tipo de verruga que surge em cada mulher, bem como de seu sistema imunológico”, destaca a ginecologista. “Em boas condições de saúde, no entanto, a tendência é que o próprio sistema imunológico feminino elimine o vírus, sem necessidade de nenhum tipo de tratamento”, acrescenta.

Apesar de se manifestar mais violentamente em mulheres, o HPV não é exclusivo delas. Na realidade, de acordo com a ginecologista, embora não haja números exatos da incidência, sabe-se que a doença é mais comum entre os homens. A médica destaca que o número é, provavelmente, maior do que o conhecido, devido à resistência masculina em realizar os exames de detecção.

Como a doença possui transmissão basicamente sexual, a especialista recomenda que o casal faça exames e, em caso positivo, tratamentos em conjunto. “Além disso, não podemos esquecer a necessidade de se fazer sexo com preservativo em todas as etapas, especialmente durante o tratamento”, conclui a médica.

Fonte: Lide Multimídia www.gineco.com.br

Links Patrocinados
9 comentários
  1. david 28/10/2014 Reply
  2. thiago da silva santos 01/08/2013 Reply
  3. juci 06/05/2013 Reply
  4. diego a m 19/02/2013 Reply
  5. diego 19/02/2013 Reply
  6. leo 14/02/2013 Reply
  7. luiz 14/12/2012 Reply
    • amanda 20/08/2013
  8. Nina 06/10/2012 Reply

Comente

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *