Saiba tudo sobre Terremotos

Terremotos, porque eles acontecem ? Quais as causas ? Como agir em caso de Terremotos ? Estas e outras dúvidas respondidas para sua pesquisa ou trabalho de escola

Saiba como acontece um Terremoto, as causas,as destruições, como se comportar, a medição  e onde tem mais terremotos no mundo

Anualmente são registrados aproximadamente 300 mil terremotos com escalas que variam em uma média entre 2 e 2,9 graus na escala Richter. Desse número alguns acontecem em território brasileiro.

Sismos e terremotos

A Sismologia é o ramo da Geofísica que estuda os terremotos (ou sismos): suas causas, efeitos, a propagação das ondas de vibrações emitidas pelo terremoto, etc. A Sismologia também utiliza as ondas emitidas pelos terremotos para estudar a estrutura da Terra.

Um sismo é basicamente a ocorrência de uma fratura a uma certa profundidade, que origina ondas elásticas que se propagam por toda a Terra. As palavras sismo e terremoto são sinônimas, sendo que normalmente reserva-se o uso da palavra terremoto para a classificação de grandes sismos, e para os pequenos costuma-se usar abalo sísmico ou tremor de terra.

Sismógrafos

Sismógrafo é o aparelho que registra os movimentos do solo. É normalmente constituído de um sismômetro que é o transdutor que “percebe” os movimentos do solo e um registrador. O sismômetro basicamente funciona com uma massa suspensa por molas (ou um pêndulo). SismógrafoQuando o solo oscila a massa também balança, sendo então registrado o movimento relativo entre a massa e o solo.

Uma característica importante do sismógrafo é a amplificação com que o movimento do solo é registrado. Esta amplificação é normalmente feita por meios ópticos ou eletrônicos. O registro do sismograma pode ser feito diretamente do papel a tinta, papel fotográfico, filme, fita magnética, etc.

Todo sismógrafo deve ter também um relógio de precisão para que se possa saber exatamente a hora de chegada das várias ondas sísmicas. Atualmente os sismógrafos possuem relógios que marcam a hora Universal (GMT) com precisão melhor que 0,1s.
Sismos no Brasil

O Brasil, por estar situado no interior da placa Sul-Americana, não está sujeito a grandes abalos sísmicos, como ocorrem por exemplo na região da cordilheira dos Andes, que está sobre o limite da placa Sul-Americana. Ainda assim, pequenos tremores ocorrem com freqüência no território brasileiro, causados por forças que denominamos esforços intra-placa. É comum na região sudeste do Brasil a percepção de abalos sísmicos que ocorrem na região andina, pelos pequenos efeitos detectáveis geralmente em altos edifícios, que oscilam lentamente quando as ondas de um grande tremor conseguem chegar até suas estruturas.
Previsão Sísmica

Muitas pesquisas têm sido realizadas nos últimos anos para a previsão de terremotos. Apesar do grande avanço alcançado pela ciência, muita pesquisa ainda é necessária para se prever terremotos com segurança e de maneira rotineira.

A previsão de terremotos

1. Estudando-se a variação da sismicidade com o tempo, localizando regiões onde ocorreram terremotos grandes no passado, mas que nas últimas décadas têm apresentado baixa sismicidade. Nessas regiões pode haver grande acúmulo de forças tectônicas que poderão ser liberadas numa única ruptura provocando um terremoto catastrófico;

2. Medindo-se as pequenas variações nas propriedades das rochas crustais quando estas estão prestes a se romperem, pois quando estas estão submetidas a tensões muito grandes a ponto de se fraturar, algumas das suas propriedades mudam ligeiramente. Assim medidas tais como: deformação da crosta, diminuição da resistividade elétrica, diminuição das velocidades de propagação de ondas sísmicas, variações do campo magnético e aumento da emissão de radônio pelas rochas, podem indicar se numa certa região a crosta está prestes a se fraturar.

Previsões sísmicas não são comuns pelo fato de que os efeitos dos fenômenos precursores são muito pequenos e difíceis de se observar e também, principalmente, porque nem sempre ocorrem. Como a previsão de tremores é difícil, a solução é prevenir-se contra os efeitos causados por eles. Estudos têm sido feitos para projetar e construir casas e prédios mais resistentes às vibrações durante um terremoto, investigando-se os parâmetros dos terremotos como amplitudes, períodos de vibração, duração, e de que maneira eles afetam as estruturas.

Terremotos no Brasil

Um mito que existe no Brasil é o de que não há terremotos no País. Os tremores, na verdade, existem, mas em geral são muito pequenos e não geram danos. Segundo o professor George Sand, do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UNB), somente dois terremotos no território nacional passaram de 6 graus na escala Richter: em Porto dos Gaúchos (MT), com 6.2 graus, e em Vitória (ES), com 6.1, ambos em 1955.De acordo com o professor, o maior tremor da história do Brasil foi registrado apenas por pesquisadores do exterior, já que registros sismológicos praticamente não existiam no País. Como o terremoto ocorreu em uma região pouco habitada, não ocasionou mortes nem danos materiais. Em Vitória, o tremor causou espanto e medo, mas ninguém morreu na ocasião e os danos materiais foram pequenos – o epicentro foi no mar, a 300 km da costa. “Os prédios só balançaram”, explica o pesquisador.

Terremotos no Brasil  Saiba tudo sobre Terremotos

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Onde aconteceu o maior terremoto ?

Tudo indica que o terremoto que causou mais mortes tenha sido registrado em Shensi, na China, no ano de 1556. Ele teria matado cerca de 830 mil pessoas no país mais populoso do mundo. Todavia, ele não foi o de maior magnitude. O maior já registrado até hoje teria ocorrido no Chile, em 1960, de 9,5 graus na escala Richter, causando a morte de aproximadamente 5.700 pessoas e deixando cerca de 2 milhões de feridos. Outro abalo de enorme magnitude ocorreu no Alasca, em 1964, e atingiu 9,2 graus, mas como teria ocorrido em uma área desabitada não causou tantas perdas humanas ou materiais.

Entenda a Escala Richter

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Como se mede os terremotos?

Hoje em dia é usada aEscala de Mercalli, em rigor a Escala de Mercalli Modificada, escala qualitativa usada para determinar a intensidade de um sismo a partir dos seus efeitos sobre as pessoas e sobre as estruturas construídas e naturais que vai de 1 a 12 e é representada em números romanos.

Escala de Mercalli Modificada (1956) — versão completa

Graus de intensidade sísmica

I => Imperceptível: Não sentido. Efeitos marginais e de longo período no caso de grandes sismos.

II => Muito fraco: Sentido pelas pessoas em repouso nos andares elevados de edifícios ou favoravelmente colocadas.

III => Fraco: Sentido dentro de casa. Os objetos pendentes balançam. A vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos ligeiros. É possível estimar a duração, mas pode não ser reconhecido como um sismo.

IV => Moderado: Os objetos suspensos balançam. A vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados ou à sensação de pancada de uma bola pesada nas paredes. Carros estacionados balançam. Janelas, portas e louças tremem. Os vidros e as louças chocam e tilintam. Na parte superior deste grau as paredes e as estruturas de madeira rangem.

V => Forte: Sentido fora de casa; pode ser avaliada a direção do movimento; as pessoas são acordadas; os líquidos oscilam e alguns extravasam; pequenos objetos em equilíbrio instável deslocam-se ou são derrubados. As portas oscilam, fecham-se ou abrem-se. Os estores e os quadros movem-se. Os pêndulos de relógio param ou iniciam ou alteram o seu estado de oscilação.

VI => Bastante forte: Sentido por todos. Muitos se assustam e correm para a rua. As pessoas sentem falta de segurança. Os pratos, as louças, os vidros das janelas, os copos partem-se. Objetos ornamentais e livros caem das prateleiras. Os quadros caem das paredes. As mobílias movem-se ou tombam. Os estuques fracos e alvenarias de qualidade inferior (tipo D) fendem. Pequenos sinos tocam (igrejas e escolas). As árvores e arbustos são visivelmente agitados e ouve-se o respectivo ruído.

VII => Muito forte: É difícil permanecer em pé. É notado pelos condutores de automóveis. Objetos pendurados tremem. As mobílias partem. Verificam-se danos nas alvenarias de qualidade inferior (tipo D), incluindo fraturas. As chaminés fracas partem ao nível das coberturas. Queda de reboco, tijolos soltos, pedras, telhas, cornijas, parapeitos soltos e ornamentos arquitetônicos. Algumas fraturas nas alvenarias de qualidade intermédia (tipo C). Ondas nos tanques. Água turva com lodo. Pequenos desmoronamentos e abatimentos ao longo das margens de areia e de cascalho. Os grandes sinos tocam. Os diques de betão armado para irrigação são danificados.

VIII => Ruinoso: Afeta a condução dos automóveis. Danos nas alvenarias de qualidade intermédia (tipo C) com colapso parcial. Alguns danos na alvenaria de boa qualidade (tipo B) e nenhuns na alvenaria de qualidade superior (tipo A). Quedas de estuque e de algumas paredes de alvenaria. Torção e queda de chaminés, monumentos, torres e reservatórios elevados. As estruturas movem-se sobre as fundações, se não estão ligadas inferiormente. Os painéis soltos no enchimento de paredes são projetados. As estacarias enfraquecidas partem. Mudanças nos fluxos ou nas temperaturas das fontes e dos poços. Fraturas no chão úmido e nas vertentes escarpadas.

IX => Desastroso: Pânico geral. Alvenaria de qualidade inferior (tipo D) destruída; alvenaria de qualidade intermédia (tipo C) grandemente danificada, às vezes com completo colapso; as alvenarias de boa qualidade (tipo B) seriamente danificadas. Danos gerais nas fundações. As estruturas, quando não ligadas, deslocam-se das fundações. As estruturas são fortemente abanadas. Fraturas importantes no solo. Nos terrenos de aluvião dão-se ejeções de areia e lama; formam-se nascentes e crateras arenosas.

X => Destruidor: A maioria das alvenarias e das estruturas são destruídas com as suas fundações. Algumas estruturas de madeira bem construídas e pontes são destruídas. Danos sérios em barragens, diques e aterros. Grandes desmoronamentos de terrenos. As águas são arremessadas contra as muralhas que marginam os canais, rios e lagos; lodos são dispostos horizontalmente ao longo de praias e margens pouco inclinadas. Vias-férreas levemente deformadas.

XI => Catastrófico: Vias-férreas grandemente deformadas. Canalizações subterrâneas completamente avariadas.

XII => Cataclismo: Grandes massas rochosas deslocadas. Conformação topográfica distorcida. Objetos atirados ao ar. Jamais registrado no período histórico.

Terremotos explicados pelo site R7

Fontes R7, Wikipedia, geoschaffer e Google imagens

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