Somente três escolas tem nota acima de 5 no ensino médio paulista

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Resultado do Idesp melhorou em relação a 2010, mas ainda é menor que 2009. Confira boletim por escola

escola publica  Somente três escolas tem nota acima de 5 no ensino médio paulistaO Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) de 2011 foi divulgado nesta sexta-feira por escola. O valor é baseado nas notas obtidas pelos alunos no Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar (Saresp) e acompanha a melhora tímida da rede. Os piores resultados estão no ensino médio, em que apenas três das mais de 3,5 mil escolas avaliadas conseguiram índice melhor que 5 na escala de zero a 10.

O Idesp do Estado em 2011 foi de 4,24 no primeiro ciclo do ensino fundamental, 2,57 nos anos finais do fundamental e 1,78 no ensino médio. Em relação a 2010, os dados são melhores, mas apesar da recuperação tímida, a nota obtida no 9º ano do fundamental e no 3º ano do ensino médio ainda está aquém dos resultados obtidos em 2009.

Ao todo, 460 escolas tiveram nota igual ou maior que 5 no primeiro ciclo do fundamental enquanto outras 1.200 ficaram abaixo. No 9ª ano, o total de instituições que consegue alcançar ou ultrapassar índice 5 chegou apenas a 10 entre 3.6 mil escolas.

Quase 10

A escola Reverendo Augusto da Silva Dourado, em Sorocaba, avaliada pela primeira vez e que tem apenas as séries iniciais recebeu o maior índice: 9,3. Nas séries finais, o melhor resultado foi da Dr. Francisco de Paula Abre Sodre, em Itu, com 6,27.

No ensino médio, a melhor avaliada foi a Dr. Samuel de Castro Neves, em Piracicaba, com 5,98. As outras duas acima de cinco foram a Pedro Mascari, em Taquaritinga – que já havia se destacado no ano passado – e a própria Francisco de Paula Abre Sodre, que nesta etapa ficou com 5,36.

O Idesp é um dos instrumentos usados para calcular o bônus dos professores estaduais, divulgado na manhã desta sexta-feira como 59% maior do que o ano passado.

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A progressão continuada (aprovação automática), marca das escolas públicas de São Paulo, chegou à rede privada. A pressão dos pais, aliada à competitividade entre unidades que disputam o aluno que migra das redes estadual ou municipal, faz a exigência por nota ser cada vez menor. O Estado conta hoje com 9.464 escolas particulares. Em 2005, eram 8.600.

Nos últimos cinco anos, as matrículas no primeiro ciclo do ensino fundamental nos colégios pagos cresceram 35%. Nessas unidades, o modelo que divide o ensino em ciclos e reduz o risco de repetência é extraoficial. Professores ouvidos pela reportagem afirmam que a rede não assume, mas impõe dificuldades a quem opta pela retenção.

“Os alunos fingem que aprendem e o colégio finge que ensina. É a realidade de muitas escolas. A aprovação automática ocorre de várias formas. Até presença já tive de marcar para um aluno ausente”, diz o professor de inglês Augusto (nome fictício).

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